sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Distância (Música por João Lira)

Verso 1:
Se fechares os teus olhos
Poderás então lembrar
Do que não acabou
Do sentimento que ainda há

Não estamos mais perto
Mas nada é diferente
Do que havia antes
Do que existe entre a gente

Sei que fui embora
Não sei se um dia vou voltar
Não te prometo nada
Que depois não possa te dar

Refrão:
Que essa distância
Não nos separe
Mais do que já o faz

Que o que temos
Agora persista
E não se acabe jamais

Verso 2:
Mentiria se eu dissesse
Que não sinto vontade
De ter-te em meus braços
Disso eu sinto saudade

De sentir o teu cheiro
De você junto de mim
O tempo então para
E então não tem mais fim

Cada minuto parecia
Que duraria pra sempre
Mas mesmo agora tão longe
Não quero seguir em frente

Ponte:
Porque sem você
Nada vale a pena

Refrão:
Que essa distância
Não nos separe
Mais do que já o faz

Que o que temos
Agora persista
E não se acabe jamais

A verdade (que você nunca vai saber)

Falar a verdade. Esta aí algo que é um exemplo do que parece ser altruísta mas que pode também não ser. A verdade talvez não seja desejável. Seria mentir correto então? Mentir não, mas se pode fazer um bem danado apenas em omitir. Quem disse que ignorância é benção era muito sábio. Se você não tem conhecimento de uma coisa, então você não é afetado pelo que a ciência dessa coisa poderia te trazer. Quanto mais se sabe, mais se é responsável, mais se é ansioso, mais se é preocupado, mais coisas enchem sua cabeça...

Um exemplo disso seria o que você conta ou deixa de contar aos seus pais. Quando cheguei em Brasília eu cortei o meu dedo. Sangrou que só, tive que dar pontos, mas eu não contei a minha mãe. Pra quê? Ela já tem tanto problema na cabeça. Colocar mais uma preocupação só iria piorar a qualidade de vida dela. Outra coisa que só leva a problemas é contar da sua vida intima (leia-se: sexual). Imagine qual é a reação de um pai ao saber que a filhinha dele, a princesa dele, perdeu sua inocência para um qualquer (e independente de quem seja, o cara sempre será um qualquer). Mesmo mães também podem não reagir bem. O sonho de todo pai/mãe é ver sua filha intocada até o dia do casamento, uma expectativa que nos dias de hoje é quase irreal. Claro que tem pais que são abertos em relação a isso. Mas esses são exceção.

E a verdade dentro dos relacionamentos amorosos? Alguém aí (também) já acabou um namoro porque não aguentava mais ver o outro sofrer? Sabia que as brigas continuariam, então preferiu deixar a outra pessoa livre pra encontrar outro alguém mesmo amando muito ainda essa pessoa? Mesmo que se arrependa depois? Outro caso: alguém aí (também) já calou um eu te amo porque sabia que se a outra pessoa continuasse alimentando esses sentimentos só iria trazer dor? Você ouve aquela pessoa que você gosta tanto dizer isso pra você e você quer dizer de volta mas sabe que não é o melhor. As circunstâncias do relacionamento fazem você concluir que nunca daria certo e então você finge que não sente algo mesmo que até o bater do seu coração saiba que não é verdade.

É sempre uma decisão difícil. De certa forma é até presunçoso querer saber o que é melhor pro outro e o que não é. Mas nós somos levados pelas mais puras das intenções ao fazer isso. É nesses momentos, talvez, que se revela o quanto se gosta da outra pessoa. Porque afinal talvez fosse cômodo continuar num relacionamento conturbado. Deixar que ele se destrua por si só. Mas por outro lado, é preferível acabar com algo enquanto ainda se tem boas lembranças, do que esperar ele terminar e não sobrar nada de bom pra se recordar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sem rumo (Música por João Lira)

Verso 1:
Ando sozinho
Sem saber pra onde vou
Não sei mais ao certo
Quem realmente sou

Dúvidas que vem
Respostas que não são
O que eu procurava
Dentro do meu coração

Verso 2:
Nada na vida mais importa
Não tenho mais razão
Minha história não tem jeito
Não vale nem esta canção

Não sinto mais nada
Como posso continuar?
Se eu não sou ninguém
Por que esta dor não quer parar?

Ponte:
Estava perto do fim
Mas você me salvou

Eu estava sem rumo
Mas você me encontrou

Refrão:
Será que você
É quem pode me dar
O que eu preciso
Tudo que eu sonhar

Que seja você
Não me faça esperar
O tempo foi longo
O momento é agora

As diferenças que (não) nos unem

Quando duas pessoas entram num relacionamento, é natural que elas mudem, tenham que se adaptar. Mas até onde isso é saudável e/ou desejável?

Já aconteceu comigo, provavelmente com você também: numa bela noite de verão você sai com os amigos e conhece aquela pessoa, que te chama a atenção logo de cara. Daí vocês engatam num papo, conversa vai, conversa vem, e acaba rolando alguma coisa. Depois de novo, e de novo. Até que a coisa se encaminha pra um relacionamento.

Entretanto -- e tudo na vida tem que ter uma conjunção adversativa -- apesar de se darem muito bem, ter química, entre outras coisas, você não tem uma única coisa em comum com ela. Digamos que ela seja uma otaku, super nerd, fã de Star Wars, que joga RPG e videogame e já leu todos os Game of Thrones (opa, acho que acabei de descrever meus sonhos aqui) e o cara seja um boyzinho, que gosta de sertanejo e funk, sabe tudo sobre carros, embora dirija um 1.0 pertencente a sua mãe e tem preguiça de ler até placa de trânsito. Não se enganem, esse tipo de relacionamento não só acontece como é revoltantemente comum (why do you like THAT guy????)

Vão os dois marcar pra sair. Pra onde vão? Por um lado, o camarada quer ir ver o Tchu e o Tcha no estádio da cidade. Já ela quer ir pro cinema ver Prometheus. Em começo de namoro isso jamais seria motivo de briga, já que um ia querer fazer a vontade do outro. E assim será por algum tempo. Mas o que acontece é aquele que cedeu provavelmente odiará completamente o programa escolhido. Obviamente depois ele não irá comentar nada disso: "Ah amor, que filme ótimo! A parte que eu mais gostei foi a que o Alien sai da barriga da mulher!". Quando na verdade o que ele mais gostou foi quando desceram os créditos finais.

Pelo menos filme é algo que dá pra se divertir mesmo quando não é um gênero do seu agrado. Mas suponhamos que a escolha tenha sido o show? Escutar o Tchu Tcha Tcha durante duas horas é uma tortura pra quem não é chegado. Fora que o tempo parece que demora mais a passar quando nos sujeitamos a tais coisas. A cada meia hora se passam cinco minutos. Mas e daí, eles passaram o show todo se pegando então não foi tão ruim assim.

Só que um casal não vive só de pegação. Tem uma hora que eles terão que conversar. No início, cada minuto do dia parece render uma hora de conversa. "Conta mais como foi comer macarrão com colher! É muito interessante!" Tá, o amor nos deixa bobos. Mas convenhamos que uma das maiores graças de se conhecer uma pessoa é exatamente isso: conhecer. Claro que ao falar de algo que você gosta é super divertido. Já escutar sobre algo que você não gosta é triste. Eu lembro das minhas conversas com uma amiga, quando eu passava horas e mais horas discorrendo sobre quem era o Snake mais pal (sim, com L mesmo): Solid Snake ou Big Boss (pra quem leu grego, são personagens da série de videogames Metal Gear Solid).

Mas eu acabei fugindo do ponto principal: o que complica é quando você tenta mudar pra agradar a outra pessoa. Você não sabe nem o que é um sabre de luz, mas é convencido a ir de cosplay do Anakin pro evento que sua namorada chamou você. Ou, opostamente, vai prum racha de carros tunados sem nem saber o que é NOS. Daí a pessoa começa a fingir que gosta daquilo e até tenta gostar, mas é muito contra sua natureza. Isso numa pessoa que tem sua individualidade bem resolvida. Porque tem aqueles que são tudo o que o parceiro quer que eles sejam. Só que uma pessoa sem personalidade não é interessante durante muito tempo.

Existem relacionamentos em que os envolvidos são muito diferentes e dá certo. Mas eu acho que esses são exceções. Eu acredito que um relacionamento legal é quando os dois tem algo em comum, seja gostos, sonhos, objetivos de vida... e isso serve até pra unir mais os dois. Assistir séries, jogar videogames, comentar livros, ir a shows... tudo quando é compartilhado se torna melhor. E tendo os dois gostos parecidos, a coisa tende a dar muito mais certo. É o que eu acho...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Almas gêmeas

Não vou mentir, eu ainda acredito nessa história. Por mais que tenha levado tapas na cara da vida. Por mais que tenha me decepcionado em relacionamentos passados. Ainda continuo acreditando nessa coisa bobinha de que um dia vou encontrar a pessoa perfeita e serei muito feliz. O que será que raios há comigo? Cada dia que passa os fatos mostram que esse tipo de coisa não existe, mas eu não consigo matar aquela esperança que vive lá no fundo de que esse dia chegará.

Eu não sei se isso foram os anos e mais anos vendo filmes, lendo livros, escutando histórias que sempre iam por esse caminho: o mocinho no final sempre será feliz com a mocinha para todo o sempre. Verdade seja dita: é quase uma lavagem cerebral o que fazem conosco. E sempre que eu me aventuro num relacionamento, sempre vem a pergunta: será que dessa vez vai? E a resposta sempre é negativa.

Vamos ser justos, eu já vi muitas histórias felizes, amigos que casaram, pais de amigos, minha própria mãe e meu padastro. Mas a questão que fica é: será que eu vou ter a minha vez? Nem todo mundo acha alguém. Tem até pessoas  que nunca procuram. Existem aqueles que se dedicam tanto ao seu trabalho que jamais estabelecem relações duradouras com outras pessoas. Mas fazer o que, eu não sou assim. Tenho vontade de casar, de ter filhos, de envelhecer junto...

A proposito, esse livros espíritas romanceados não ajudam em nada. É impressionante como todo mundo tem um grande amor do passado que leva pra eternidade, passando por muitas encarnações, que sempre se reencontram quando em vida, e que já está tudo programado desde o nascimento. Como não acreditar nisso vendo coisas assim? A pessoa fica até mais empolgada pra saber quando é que se vai encontrar o alguém certo.

O jeito é esperar pelo tempo. Quem sabe um dia eu terei direito ao meu final feliz.

Segue-me

Se você se encontra triste
Se nada mais te anima
Se o desejo do fim é maior que a vontade esperá-lo
Se as tristezas são mais constantes que as alegrias
Enxuga essa lágrima e segue-me

Se nada é como você gostaria que fosse
Se as pessoas sempre te decepcionam
Se nada do que você faz dá certo
Se as dificuldades são maiores que as forças
Enxuga essa lágrima e segue-me

Se o sol não é mais calor
Se a chuva não é mais frescor
Se o vento não sopra mais
Se a visão do que é belo já não o é mais
Enxuga essa lágrima e segue-me

Se a solidão te consome
Se não tens um ombro amigo
Se te falta o amor
Se só conheces a dor
Enxuga essa lágrima e segue-me

Eu te carregarei quando não puderes mais andar
Te farei andar sobre as águas quando não puderes mais nadar
Se caires do precipício, eu te farei voar
Enxuga essa lágrima e segue-me

Se não me conheces
Saiba que meu nome é Jesus
E se o que tu buscas é a luz
Através de mim irás então encontrá-la
Enxuga essa lágrima e segue-me

Tenha fé e acredite
Me deixe entrar na tua vida
Alegrar teu coração
E te prometo que nem mais um dia será em vão
Enxuga essa lágrima e segue-me

Como se diz eu te amo

Alguns acham muito difícil dizer essa frase. Outros acham tão fácil que ela parece estar sempre na ponta da língua. Eu já fui do segundo tipo. Hoje estou mais no primeiro. Não sei se essa mudança foi boa, se denota alguma maturidade, mas acho que o ideal é estar entre os dois e não nos extremos (como quase tudo nessa vida).

Os que não conseguem dizê-la, perdem chances muito boas de solidificar algo que de fato existe. Um sentimento forte como esse não precisa de palavras, eu sei, mas ao dizê-las, tudo se torna mais real. Por que ter vergonha de admitir algo tão bonito? Será orgulho? Será que dizer tal coisa seria um sinal de fraqueza? Eu penso que é exatamente o contrário.

Já os que falam isso pra todo mundo estão do outro lado da balança. Pais, namorados, amigos, o vendedor de pipoca da esquina, todo mundo é digno de receber um eu te amo. Uau, que coração grande, hein? Isso teoricamente pode ser visto como algo legal. As pessoas se sentem mais queridas, mais valorizadas. Só tem um porém. Se você diz isso pra todo mundo, o que você vai dizer quando tiver algo maior a demonstrar? Não tenho conhecimento de demonstração verbal mais forte que um eu te amo. Mas se vira chiclete na sua boca, então ele acaba não valendo de nada.

Seja criativo. Se quer dizer que gosta muito mesmo de alguém, sempre existem formas de se atingir o objetivo sem gastar um eu te amo. Uma das coisas que já ouvi e que, apesar de simples, demonstram perfeitamente o nível de gostar da outra pessoa foi alguém dizer pro outro que queria que ele fosse o pai das filhas dela. Acho que isso diz muito, já que filhos é um assunto muito sério pra quase todo mundo.

Mas se o momento pedir, se for algo singelo, algo único e você ver que aquilo pede por uma declaração maior, encha seu coração e diga que ama mesmo. Tenho certeza que a outra pessoa ficará feliz com aquilo e corresponderá a contento. Nem que seja um eu te amo de volta, mas um beijo, um abraço apertado... O que importa mesmo, entretanto, é a pureza do sentimento que originou a frase. Mesmo que não seja bem recebido, se você quis mesmo dizer aquilo que diga. Pelo menos estará sendo sincero consigo mesmo.